terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fogo que me afogo em ar

Cortem-me o ar,
Matem-me a saudade,
Apertem-me o peito até sair
Este afogo que aflige a alma.

Quero que fales comigo...
Quero falar contigo
E preciso de te ouvir
Mas estas longe.

Não grites, não te canses
Não gastes a tua bela voz
Não me faças ouvir murmurios
Que só me lembram lamentos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quero me rir

Tragam palhaços e bobos
Chamem os melhores piadistas
Venham tambem os humoristas
Quero rir as gargalhadas!
Ah ah ah ah ah!

Tira a roupa, mostra os dentes podres
Ri para a fotografia, sobe para o cavalo
Urina nas calças, caga na saquinha
Quero rir às gargalhadas!
Ah ah ah ah ah!

Tropeça na banana, cai de nariz
Coça o ouvido tipo um infeliz
Corre ao engano, arranja sarilhos
Quero rir às gargalhadas!
Ah ah ah ah ah!


Sou um desgraçado
Rio de ti, deixo-te para  trás
E tu na tua solidão
Sozinho acabarás.

Sou um pecador
Pequei contra ti,
Pequei contra o Senhor.
Sou eu quem se vai lixar
Meu Deus, quero chorar!

Uma manhã no café, pois é

No balcão do café
Vejo que de manhã é
Pois tuas pernas aguentam de pé.

Já aí vem o cafe
E cheira bem, vê-se que é
O que de dia te manterá de pé

Mexes-te o café
E de certeza que só não é
A colher a estar em pé

Na chávena do café
O que lá está é o que é
E tu bebes tudo de pé

Uma borra de café
Não sabes se é
O que está no teu pé

Vai-te embora do café
Pois só o trabalho é
O que te tira a força de estar em pé

Um simples recado

Digo-te hoje
Digo-te amanhã
Digo-te um dia
Mas não posso morrer
Sem antes o partilhar contigo.
Que me pendurem pelo pescoço
Se crime for dize-lo.
Venham eles tentar travar-me
Venham eles tentar impedir-me
Mas pela certa não o conseguirão.
Tenho uma folha e uma pena na mão
E uma vez que estás longe,
Longe de mais para ouvir a minha voz
Te escrevo dizendo:
"Não vou jantar a casa hoje. Beijos"

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Velhice chatice

Todos aos encontrões
Sem sentido de orientação
É a velhice que cansa
Na alma e no coração

Quer ir para casa
Mas não consegue
Cadeira de rodas
Que o presegue.

Vida de idoso
Vida de limitado
Ainda que vá a casa de banho
Fica todo cagado.

A pressa chama acelera o passo
A perna falha, a bengala partiu
É de madeira muito fraca
"Raios a partam, puta que a pariu!"

Sozinha em casa chora a viúva
Ninguem a acode, ninguem a acompanha
No meio da sua solidão
Morre na sua própria cama

Setenta anos a trabalhar
Para uma reforma vergonhosa
Não dá para comer nem beber
Mas chega para pagar impostos

A morte está perto mas não chega
O velho no seu pensamento está a desesperar
Prefere morrer em paz no seu canto
Do que passar o que lhe resta a estorvar.

Raio de juventude

Juventude, sangue novo
A saltar e a bulir
Se aparecem todos juntos
Há logo que fugir

Rasga calça, compra camisola
Com energia sempre a ferver
Faz birra, bate o pé:
"Sopa não quero comer!"

Foge, foge sem parar
No jogo de partir carros
Eles vão lá longe
Só ficam beatas e escarros

Mais um dia, mais uma noite
Sonham eles com alegria
Foge de casa a noite
Dorme no sofá de dia

Pensamento livre - Pássaros

Sabem qual é o mal dos pássaros?
De tão habituados que estão a voar, não sabem viver sem asas...

Fazem-me tanto lembrar o Homem...

Rasgo na alma

Até hoje e a partir de hoje
Até agora e a partir de agora
Tudo o que sinto é o momento
Quero viver esse momento
Como se fosse o ultimo
Tu apagas-te da minha ilusão
O meu sonho da eternidade
A minha miragem da felicidade.

Oh que dor esta!
Ó  ferida minha que abres
E jorras o sangue na minha alma.
Quem te corou também te rasgou,
Não te adianta gemer e gritar
Nao te adianta suplicar
Pois sangrarás para sempre,
Meu coração.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como continuar a viver assim?

Sou um grande ganancioso,
e é verdade:
Quero o oiro do teus cabelos,
Quero esses diamantes
que brilham nos teus belos lábios,
quero esse grande rubi
que bate no teu peito,
quero sentir a seda
da tua pele e toca-la.

Estou tão perto de ti,
mas lá no fundo sei
que muito vou ter de correr
só para alcançar
a riqueza da tua beleza.

O medo do teu silencio
prende-me longe do teu coração
mas muito perto do teu ombro.
Custa-me amar-te e viver sem te dizer...
Beijava-te, acariciava-te, abraçava-te
se tu apenas deixasses-me alcançar
a riqueza da tua beleza.

Eu sei que não sou puro,
sei que não sou são.
Sempre que penso
fico com o coração na mão.
Quero viver vivendo,
pois se não viver vivendo,
sei que não sonharei em alegrias
apenas e só em perdição.

Dai-me água, dai-me comida,
dai-me conforto, dai-me riquezas.
Mas não ireis conseguir parar a minha busca,
eu busco algo muito superior,
eu busco o amor do passado,
um amor que sempre quis
que nunca pude receber.

Fujo da penumbra da minha alma
Fujo das trevas da minha mente
Fujo da escuridão do meu coração
Fujo da dor do meu corpo,
apenas existe uma cura para isto
que me corrói por dentro e por fora
chama-se amor.

Amor inocente e singelo,
Amor sincero e limpo,
Amor livre e sem segredos.
Aquele amor que busco
embora esteja sempre ao seu lado...

domingo, 25 de outubro de 2009

O tempo passa para os que pensam

O tempo passa para os que pensam, e esses vêem que as coisas mudam. As mudanças não podem der paradas, mas devemos todos saber que temos de nos unir para mudar para melhor.

Eu sei que não é fácil esquecer os nossos erros passados e assumir de cabeça erguida os erros presentes, principalmente quando são os nossos amigos que nos avisam, mas temos de ter consciência de algo: o todo só se faz se unirmos as partes.

Sou sincero, a cara é muito mais bonita que o rabo, como tal não vale a pena falar nas costas.

Só mais dois promenores que toda a gente se esquece:
- a boa disposição cura qualquer problema
- se deitarmos os assuntos negros no lixo e os ignorarmos a vida não tem tantos obstaculos